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Comentário Salmos 1: Não Confundir Felizes Com Abençoados

O salmo primeiro não é hino nem ação de graças, não é súplica nem ato de confiança. E uma reflexão tranqüila, um enunciado seguro sobre dois destinos diferentes que o homem segue na vida.

Destino que se realiza em sistema de oposições simples, porque a liberdade divide os homens em campos éticos. O Salmo primeiro está categorizado como um dos Salmos Sapiencial (o que apresenta sentenças morais).

Ele denuncia o caminho do ímpio apenas para enaltecer o caminho do justo. Todo Salmo Sapiencial tem forte apelo à razão. Se tratando de razão – estamos também falando da Lei de Deus, porque além da Lei ser moral, ela também é parte do mundo espiritual

Os Salmos Sapienciais sempre vai falar das retribuições que o homem terá por fazer a coisa certo, andar correto, respeitar o próximo e ser justo com todos.

I. FELICIDADE É UMA COISA
Este Salmo fala do justo que por ser justo a ele é atribuído a felicidade. Todos os Salmos de Sapiência trazem abundâncias de retribuições felizes.

Felicidade se pode obter a partir do que se faz, das realizações. Há de perceber porém, que o ímpio poderá se sentir feliz e já explico porquê.

O hormônio da felicidade é disparado em nosso organismo quando sentimos prazer no que fazemos. Se o ímpio que quer enganar com seus conselhos, vendo seus algozes caindo em suas ciladas, se sentirão felizes.

Devemos percebe ainda, que essa felicidade que o ímpio tem, advindo do prazer com o mal, será para sua própria destruição.

O poeta está falando que o justo será feliz, o justo é feliz, justamente por que ele vai realizar o aquilo que ele tem prazer. O prazer do justo está na Lei do Eterno e tudo de bom, de justo, de expressão de amor que ele pratica em seu ser lhe dará felicidade – a verdadeira felicidade.

II. BENÇÃO É OUTRA COISA
O justo, além de ser “Bem-Aventurado” (feliz), porque seu prazer na Lei do Eterno foi praticada e por assim dizer, liberado o hormônio da realização, da felicidade – ele ainda recebe bençãos.

A Bem-Aventurança, ou seja, a felicidade pode ser produzida pelas nossas próprias ações e decisões quando a fazemos movidas pelo prazer na Lei do Eterno, mas as “Bençãos”, estas vem do céu diretamente do Eterno.

Podemos ser abençoados por Ele como e quando Ele quiser, mas também podemos atrair estas bençãos quando abençoamos o povo a quem o Eterno ama e zela: Gênesis 12.3 “Abençoarei a quem te abençoar…”.

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