O que significa Abba?

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O termo “Abba” significa Pai. Numa tradução bruta, o termo usado na oração que Jesus fez, na versão escrita, a palavra se repete em idiomas diferentes: “Abba Pai” e pode ser traduzida literalmente por “Pai! Pai!”.

Elas aparecem juntas sendo a primeira em hebraico e a segunda em grego.

No Novo Testamento elas aparecem três vezes.

No Antigo Testamento era “Ab” e não se restringia ao uso de Pai em relação a filhos.

Eliseu fez uso dessa palavra no trato com seu discipulador profeta Elias.

Os servos a aplicavam em relação a seus senhores – (2Rs 2:12; 5:13; 6:21).

O entendimento do Novo Testamento, é que esta palavra parece ter sido usada num sentido mais restrito de parentesco (Rm 8:15, Gl 4:6 e Mc 14:36).

A melhor sugestão é que as duas palavras, em língua hebraica e em grego, tenham sido colocadas juntas para que tanto aqueles que eram judeus de origem como aqueles que tinham sido gentios, pudessem igualmente dizer “Pai”, cada um na sua própria língua.

A Relação de Abba Com os Nomes de Deus:

Deus Se revelou no Antigo Testamento com variados nomes diferentes, em épocas diferente e com propósitos distintos.

Quando chegou a época do Novo Testamento não foi diferente. O nome Abba foi usado como expressão de carinho e intimidade: “Papai, Paisinho”, isto para demonstrar o grau de intimidade que os cristãos possam ter com o seu Deus.

A ideia do relacionamento intimo de Deus com a humanidade é característica do ensino de Jesus. Deus se relaciona com os cristãos como o pai se relaciona com 0 filho.

Mesmo quando “Pai” no NT é traduzida pela palavra grega mais formal “pater”, a ideia de Abba certamente está aí como pano de fundo.

Jesus se dirige a Deus como Abba em oração (Mc 14.36) e ensinou seus discípulos a orar nos mesmos termos (Lc 11.1,2, pater).

A afirmação de Jesus de manter um relacionamento íntimo com Deus ofendeu muitos dos seus oponentes, pois eles consideravam Abba um termo exageradamente familiar para se dirigir a Deus.

Paulo usou Abba para descrever a adoção que Deus faz dos cristãos como filhos (Rm 8.15) e a mudança da condição dos crentes com Deus resultante dela (G14.6,7).

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