Qual Espírito Deus Disse Que Não Contenderia no Homem em Gn 6.3?

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Neste artigo entitulado “Qual Espírito Deus Disse Que Não Contenderia no Homem em Gn 6.3?” vamos pensar um pouco sobre o Espírito Santo e o Espírito como Fôlego de Vida.

Como já disse Henry Ford:

Pensar é o trabalho mais difícil que existe.
Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele.

Principalmente nós cristão devemos nos dar ao trabalho de pensar as Escrituras, e pensar corretamente.

Até porque é na nossa mente, o lugar preferido de Satanás agir contra Deus

Conforme atesta o apóstolo Paulo é essa a “região celestial” onde se trava uma grande batalha.

Qual Espírito Deus Disse Que Não Contenderia no Homem em Gn 6.3?

Para fazer nossa reflexão, vamos olhar o texto como ele está escrito:

Gn 6.3 – “Então, disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.”

Esse versículo é muito interessante e mostra uma “reação” de Deus ao comportamento do homem e aqui já está algo a se pensar:

Nosso comportamento move uma ação de Deus.

É que o contexto do texto mostra a humanidade extremamente corrompida e distante de seu Criador

Já escrevemos dois outros artigos sobre a mesma passagem, porém com mensagens diferentes – confira:

O Pregoeiro da Justiça“, e

Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens

Devido essa iniquidade degenerada, Deus disse no versículo 3 que “Seu Espírito não contenderia para sempre no homem”.

Qual é esse “Espírito”?

Espírito de Vida ou Espírito Santo?

Primeiramente devo entender o que é esse “espírito” a que Deus se refere?

Mas a primeira observação é que Deus chamou esse “Espírito” de “Meu”.

Não resta dúvidas de que era uma parte “do” e “no” homem que pertencia (ainda pertence) ao Criador

Ora! Se o Criador “tirar” esse Espírito do ser humano, certamente ele morrerá – seja no plano natural quanto no plano espiritual.

Outro dito do Criador neste texto também nos chama à atenção é:

Gn 6.3 – “… porque ele (o homem) também é carne…”

Isso é uma “pancada nos rins” de quem pensa que o homem é apenas corpo e vai voltar ao pó após a morte e tudo acaba.

Mas não é o que está implícito e explícito no texto…

É como se Deus estivesse dizendo mais ou menos assim:

O homem é um espírito que possui uma alma e habita em um corpo (…ele também é carne)

O espirito do homem serve para perceber e se comunicar com as coisas espirituais – digamos que é uma “janela” aberta para os céus.

A Alma por sua vez faz a parte da percepção entre o espírito e o corpo – tornando o corpo vivente

A Carne que é o corpo – inclina para as coisas desta vida, para tudo que é atrativo, prazeroso e que diz respeito as coisas do mundo.

Deus avalia a estrutura humana e sabe que as tendencias da carne matam, por assim dizer, toda a percepção que o espírito possa ter das coisas celestiais – ou seja – “fecha a janela” que deveria estar aberta para as coisas celestiais.

Pode ser entendido como:

  • “Sopro de Vida” é o espírito entrando no homem para lhe dar vida e criar a alma – o que aconteceu quando Deus soprou nas narinas do homem por ocasião da criação.

Como justo juiz dos céus e terra, Deus estava sentenciando a humanidade dizendo que esse espírito seria retirado, não contenderia ou não permaneceria para sempre no homem.

Se este “Meu Espírito” for o fôlego de vida soprado por ocasião da criação – pode-se entender que Deus esteja dizendo o seguinte:

  • O homem está muito degenerado e portanto o “fôlego de vida” (meu espírito) que soprei sobre ele não ficará por muito tempo dentro dele. Vou dar a eles 120 anos ainda antes que eu traga o julgamento (julgamento era o Dilúvio)

Essa interpretação parece bem coerente com os fatos, mas também posso entender que:

“Meu Espírito” do verso 3 seja o Espírito Santo que não mais ficaria contendendo com o homem

Essa expressão “contendendo” pode neste caso ser entendida como sendo o Espírito Santo tentando convencer aquela geração anti-diluviana da iniquidade que eles viviam para que eles mudassem de vida e se tornassem um povo temente a Deus e uma sociedade justa.

Essa interpretação também me parece coerente

A Consciência da Presença de Deus Nos Dias Anti-diluvianos

A presença de Deus na terra era algo de conhecimento de todos os habitantes…

O fato é que não existia lugar para qualquer pessoa se declarar como ateu, pois as evidencias eram claras aos olhos nus.

Digo isso, porque quando Adão foi tirado do Jardim do Éden, Deus deixou seus querubins e uma espada flamejante

Para aquela geração ante-diluviana era a prova cabal que trazia uma consciência da existência, do poder, do cuidado e da veracidade dos fatos – isso os tornavam ainda mais iníquos por não servirem a Deus.

O próprio Lameque sita a conversa de Deus com Caim como uma prática normal naqueles tempos e ainda o fez para justificar suas iniquidades (Gn 4.18-24)

Era bastante comum e bem conhecida tais manifestações e os seres estavam lá para quem quer que fosse.

Não se diz até quanto tempo permaneceram os anjos e a espada guardando o local, mas, o mais certo é que foi por volta destes fatos narrados no capítulo 6 de Gênesis quando Deus fala em retirar seu Espírito.

Quando o julgamento pelo Dilúvio acontece, o Espírito Santo e o Espírito Fôlego de Vida são retirados da humanidade condenada.

… o fato é que até os querubins e a espada flamejante também foram retirados por volta do Dilúvio e até o Éden como espaço físico já não mais fora encontrado devido às mudanças geográficas causada pelas aberturas das comportas das águas conforme narra o livro de Gênesis.

Não era pra menos que isso acontecesse.

A Minha Resposta ao “Meu Espírito”

Assim como estudiosos tais como Wette, Maurer, Knobel e Delitzsch, eu também acredito que Deus estava falando do “fôlego de vida”

Mas vou além desse entendimento demonstrados pelos biblistas.

Deus deu 120 anos antes de executar o julgamento (isso é graça e amor de Deus), então viria o Dilúvio onde o fôlego de vida humano seria retirado

ESTA é a minha interpretação natural – o fôlego de vida dos homens seria retirado.

Mas usando o termo de Paulo quando diz: “primeiro o natural, depois o espiritual” (1 Co 15.46), mesmo que eu não faça disso uma regra obrigatória a todos os assuntos, posso então espelhar o natural no plano seguinte

Entendendo que Deus estava falando de um determinado tempo (120 anos) que Ele ainda esperaria antes de julgar a terra (tirar o fôlego/espirito que havia posto no homem), TAMBÉM dava um alerta aos cristão que o mesmo pode acontecer no plano espiritual da seguinte maneira:

O Espírito Santo vem morar em nossos corações, mas nós podemos provocar a ação da retirada d’Ele de nossas vidas:

“E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.” Efésios 4:30

I Tessalonicenses 5.19 “Não apagueis o Espírito Santo”

Quando vivemos uma vida como se Deus não existisse aos poucos vamos entristecendo o Espírito Santo até que o extinguimos totalmente de nossas vida.

Que nós mesmos tenhamos misericórdia de nossas vidas para não provocarmos a ação de Deus em mover o seu Espírito Santo de nós

Pare! Pense! Reflita.

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